Parque Oriental garante proteção da rã-de-focinho-pontiagudo
17/02/2025
Focada na missão de melhorar as condições ecológicas das massas de água da cidade, a Câmara levou o programa de Monitorização e Restauro da Biodiversidade das Zonas Húmidas – MoRe Porto – ao Parque Oriental. Ação de promoção de habitats mais equilibrados e favoráveis à vida selvagem vai garantir as condições para a manutenção de espécies como a rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi), anfíbio com estatuto de ameaçado e presença limitada em zonas urbanas.
A intervenção centrou-se na requalificação de três massas de água, com foco na criação de condições favoráveis para o desenvolvimento das espécies nativas de fauna e flora. Para isso, foram reforçadas a estrutura ecológica e a conetividade entre habitats aquáticos e terrestres.
Entre as medidas implementadas, destacam-se a introdução de rampas suaves, facilitando a mobilidade da rã-de-focinho-pontiagudo entre os dois ecossistemas, e a instalação de cinco espécies de flora nativa selecionadas para proporcionar refúgio, locais de reprodução e maior disponibilidade de alimento. Procura-se, assim, a promoção da biodiversidade e a resiliência ecológica destas massas de água.
Sob orientação do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), a ação contou com o envolvimento das equipas responsáveis pela manutenção do Parque Oriental, assegurando, assim, a passagem de testemunho das boas práticas na gestão contínua dos charcos, tanques e lagos deste e de outros espaços naturais da cidade.
O MoRe Porto é um projeto promovido pelo CIIMAR, cofinanciado pela Fundação Belmiro de Azevedo e que tem a Câmara do Porto como o principal parceiro.
No início do ano, as ações de monitorização e restauro ecológico chegaram à ribeira e ao lago que atravessa o novo Parque Urbano Dr. Mário Soares.