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Autarquia chama a cidade a contribuir para uma estratégia de mobilidade mais sustentável

29/05/2025

Promover um modelo de cidade de proximidade e de desenho humanizado do espaço público; reduzir o protagonismo do automóvel, aumentando o conforto, fiabilidade e segurança do transporte público; e garantir a coerência do sistema de mobilidade na cidade alargada. Em 70 ações, o Município do Porto definiu uma proposta para o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). A estratégia foi apresentada a intervenientes de várias áreas, que foram convidados a contribuir com reflexões e ideias para robustecer o documento que será, mais tarde, alargado à discussão pública.

As medidas encontram-se distribuídas por quatro eixos principais. Relativamente ao Sistema Urbano, estão previstas ações como a redefinição dos critérios de dimensionamento dos arruamentos, o aproveitamento do canal da VCI para espaços verdes e equipamentos desportivos ou o desenvolvimento do Plano de Mobilidade Escolar.

Na área dos Modos Ativos, o PMUS prevê o aumento da largura dos passeios em zonas com elevado fluxo pedonal, a implementação de um sistema de sinalética direcional orientada para o peão e a expansão da rede ciclável.

Entre as ações definidas para o incentivo ao uso do transporte público está a expansão da rede de corredores BUS, a reestruturação das redes da STCP e da UNIR, assim como a intervenção no sistema de interfaces.

O quarto eixo do PMUS prende-se com a Circulação, Estacionamento e Logística e inclui a expansão da Rede 20 para o conceito de bairro e das Zonas de Acesso Automóvel Condicionado, a criação de “school streets” ou o reperfilamento integral da Estrada da Circunvalação e a criação de um centro de intervenção rápida da VCI.

Cerca de cinco dezenas de intervenientes participam na definição do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável

Apresentadas as medidas, o Município desafiou os cerca de 50 participantes a uma reflexão sobre as principais limitações e potencialidades do território e à apresentação de propostas.

Participaram nestes grupos de trabalho várias entidades, desde operadores de transporte público, empresas do setor da micromobilidade e da logística urbana, associações de interesse público, representantes dos agrupamentos escolares e dos principais centros hospitalares, bem como de autarquias vizinhas e de grandes empregadores na região.

Do debate, ficou patente a importância da aposta num novo modelo urbano, que promova o urbanismo de proximidade e a diversidade de funções urbanas, na correção das principais barreiras à acessibilidade pedonal e ciclável, no aumento da competitividade e da oferta de transporte público, e no conforto associado à sua utilização.

A sessão abordou, igualmente, a necessidade de disseminação das medidas de acalmia de tráfego e da otimização do funcionamento do sistema viário e da infraestrutura de estacionamento.

Para o Município do Porto, a reunião comprova a amplitude da auscultação que se propõe fazer para obter contributos e consolidar o desenvolvimento do PMUS. Os contributos recebidos vão ser analisados pela equipa técnica responsável pela elaboração do PMUS, com vista a avaliar a pertinência e potencial para consolidar a estratégia a apresentar para discussão pública.