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Abertura da Horta Senhora do Porto semeia o valor da agricultura urbana em dez novos talhões

21/07/2026

O Jardim Senhora do Porto, inaugurado em janeiro deste ano, conta agora com uma zona dedicada à agricultura urbana, integrando o projeto “Horta à Porta”. Foram entregues, na passada sexta-feira, dez talhões que irão fazer da Horta da Senhora do Porto um local onde reina a preocupação com a sustentabilidade, a participação comunitária e a valorização dos espaços verdes de proximidade.

Na entrega das chaves dos dez talhões, a vice-presidente da Câmara, Catarina Araújo, reiterou que o novo espaço “vai contribuir para sermos uma cidade cada vez mais resiliente, inclusiva e ambientalmente sustentável”, defendendo ainda que se trata de um local “de aprendizagem, de partilha, de hábitos saudáveis, de convívio intergeracional, de proximidade e de encontro entre cidadãos”.

A entrega formal dos talhões da horta simbolizou o início de um novo ciclo de cultivo e reforçou a consolidação da rede municipal de hortas urbanas, já que a autarquia tem o compromisso dar continuidade a novas oportunidades de expansão desta rede, assegurando um crescimento responsável, tecnicamente fundamentado e alinhado com critérios ambientais.

A Câmara do Porto “tem tido a preocupação de expandir esta rede e de dotar os nossos hortelãos de formação específica em noções de conservação do solo, da água e dos recursos. Este conhecimento é fundamental para o desenvolvimento sustentável que todos desejamos”, lembrou a também vereadora do Ambiente e Sustentabilidade.

A Lipor, parceira estratégica no âmbito do programa “Horta à Porta”, garante a formação dos hortelões, capacitação técnica e promoção de boas práticas agrícolas.

Com a inauguração da Horta Senhora do Porto, a autarquia passa a contar com 14 hortas urbanas ativas, das quais sete são inteiramente municipais, numa altura em que estes locais de cultivo “têm gerado uma procura crescente, já que a população reconhece as suas vantagens ambientais, sociais e económicas, mas também o seu potencial pedagógico”, concluiu Catarina Araújo.