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STCP planeia investir 109 milhões de euros nos próximos 10 anos

25/11/2024

Com data de início em janeiro de 2025, o novo contrato de serviço público da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) prevê o investimento de um total de 109 milhões de euros em dez anos. Destes, 88,3 milhões destinam-se à operação dos autocarros. A maior parte da comparticipação financeira dos municípios cabe à autarquia portuense que, como acionista maioritária, desembolsará cerca de 180 milhões de euros até 2034.

A compensação representa, para os cofres da Câmara, um montante anual entre os 16 e os 19 milhões. No total, os seis municípios vão pagar à STCP 344 milhões de euros durante este período.

A maior fatia do investimento da operadora intermunicipal vai para os veículos, postos de carregamento e as estações de recolha de Francos, Areosa e Via Norte.

De acordo com o novo contrato, a STCP prevê destinar oito milhões de euros para a compra de 20 autocarros elétricos standard já em 2025. Outros 24 milhões de euros serão para autocarros articulados a gás natural (dez em 2025, 25 em 2026 e 25 em 2027). Em 2028, a operadora deverá investir 16,5 milhões de euros em 22 autocarros elétricos de dois pisos.

A aposta numa frota mais sustentável inclui, ainda, 1,9 milhões de euros para carregadores duplos, 11,6 milhões para a aquisição de baterias e 950 mil euros destinados à infraestrutura para os carregadores.

Já a requalificação da estação de recolha de Francos deverá custar à empresa três milhões de euros, enquanto o investimento na Areosa e na Via Norte totaliza os 10, 6 milhões, que se dividem entre os dois milhões de euros para a obra na estação da Areosa e os mais de oito milhões para a instalação de painéis fotovoltaicos nas duas estações

Estão, ainda, contemplados projetos de inovação, com uma aposta de 12 milhões de euros.

Com a entrada em operação do metrobus, a STCP prevê um reforço do quadro de pessoal com a contratação de 48 efetivos para o serviço.

O contrato de serviço público adianta diferentes cenários de implementação da rede com base nos investimentos – já implementados ou em fase de conclusão de obra – da Metro do Porto. Entre eles, a entrada em funcionamento da Linha Rosa e do metrobus, assim como da nova Linha Rubi.

A STCP antecipa, também, “ajustes na rede” dependentes do “final dos atuais contratos com os operadores privados na Área Metropolitana do Porto (rede UNIR)”.